As professoras da ESEnfC, Ana Bela Caetano e Júlia Carvalho, obtiveram o segundo prémio com a apresentação, nos passados dia 16 e 17 de Abril, de uma comunicação no Congresso “Vulnerabilidades na Gravidez e no Pós-Parto”, realizado na Mealhada.
As docentes da ESEnfC participaram com a apresentação livre “Parentalidades Tardias: Uma realidade”, trabalho que resultou de uma investigação desenvolvida na Maternidade Bissaya Barreto (Centro Hospitalar de Coimbra, EPE), entre Setembro de 2008 e Fevereiro de 2009.
O estudo, feito a partir de uma amostra de 358 pais que pela primeira vez experienciaram a tarefa da parentalidade, confirma a tendência das sociedades ocidentais para uma maternidade cada vez mais tardia. |
Essa decisão é também cada vez mais planeada, após alguma estabilidade profissional, económica e emocional.
A média de idades das mães foi de 30,35 anos e a dos pais foi de 32,96 anos, com 58,38% das primeiras com 30 ou mais anos e 78,03% dos pais nesse mesmo grupo.
Quanto aos motivos apresentados para a maternidade/paternidade tardia, o primeiro motivo para as mulheres (de níveis socioeconómicos médio e elevado) é de ordem profissional, seguido depois pelos emocionais.
Relativamente às mulheres pertencentes a estratos de nível baixo, são os motivos económicos e financeiros a primeira razão para o adiamento da maternidade.
Já para os homens (de todos os níveis), são os factores emocionais que ocupam a primeira posição, só depois seguidos dos profissionais.
De acordo com este resultado, as políticas de apoio à maternidade não podem ser uniformes, mas específicas, sustentam as professoras da ESEnfC.